segunda-feira, 12 de maio de 2014

Biografia Ecológica

Quando conhecemos alguém, vamos aos poucos sabendo onde nasceu, de onde veio, o que faz, onde trabalha, o que gosta, enfim, vamos tentando nos identificar como é esta pessoa. Ao mesmo tempo, vamos associando se ela tem gostos semelhantes aos nossos e se nos identificamos com ela. A questão identidade traz debates no meio acadêmico e fora dele. Esta atividade buscará uma reflexão sobre o lugar de onde viemos: a família, a casa, o bairro, a rua, a escola. Enfim, nossas tribos... Tudo isso pode falar de nós e, até certo ponto, pode responder a algumas questões sobre como construímos nossa identidade e como ela nos constrói. Por isso, outra atividade que fizemos do Curso Escolas Sustentáveis e COM VIDA da UFLA é a construção da nossa Biografia Ecológica. 

Meu nome é Adrienne Alvarenga, tenho 50 anos, mãe de 3 filhos, servidora pública, nasci e vivi na conhecida "cidade jardim", Belo Horizonte por 34 anos. Morei no triângulo Mineiro na cidade de Carmo do Paranaíba entre os anos de 1987 e 1989, e desde 2002 fixei residência em Ijaci no sul de Minas.
Quando nasci Belo Horizonte nossa capital a "cidade jardim" já havia perdido as lembranças originárias de seu traçado, onde a Avenida Afonso Pena era um "túnel verde", ocupada por duas fileiras de frondosos fícus, o bonde e os transeuntes que passeavam por suas sombras. E, naquela época por decisão da prefeitura sem consulta a população deram início ao corte dos fícus destruindo um bem comum, uma memória coletiva, em nome do progresso e do desenvolvimento da cidade, já que sua população girava em torno de 900 mil habitantes e 42 mil veículos. Tradicionalmente eram as festas juninas nos bairros que mais chamavam a atenção, passear e fazer compras na Feira Hippie na Praça da Liberdade aos domingos pela manhã e nas quintas a noite.
O Carmo do Paranaíba fica na região do Café do Cerrado, sua principal economia, reconhecida mundialmente pela excelência na produção. As fazendas são enormes, com plantação de soja, feijão, milho e outras, contam com irrigação de pivô central.
Sou membro de uma família descendente de comerciantes. Meus avôs maternos nasceram em Ouro Preto e Santa Bárbara, meu avô era alfaiate e minha vó como a grande maioria das mulheres daquela época cuidava do lar. O mesmo acontecia com minha vó paterna, meu avô era produtor rural, ambos nasceram em fazendas próximas de Lavras. Minha mãe é natural de Belo Horizonte e meu pai de Ijaci, este foi para a capital com apenas 10 anos para trabalhar. São duas famílias numerosas com 07 filhos em cada uma. Dois dos meus filhos são manager em hotelaria e turismo internacional e o caçula é treinador de goleiros.
A minha infância foi muito feliz, brincávamos na rua com nossos vizinhos, jogando rouba bandeira, 5 marias (feitas com arroz ou feijão), carrinhos de rolimã, na casa da minha vó soltávamos papagaio e ficávamos horas vendo as pipas no ar. Nos finais de semana íamos no Parque Municipal no centro, este foi criado em 1961 com 600 mil metros de área verde, onde andávamos de pedalinho e nos brinquedos, no Clube Iate Tênis Clube que faz parte do complexo arquitetônico da Lagoa da Pampulha, projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer, telas de Cândido Portinari e Burle Max, este último ainda projetou os jardins do clube. Já no período das férias sempre viajávamos, ora para um sítio em Brumadinho, ora outro na estrada que liga a cidade de Santa Luzia à Jaboticatubas, ora para a fazenda em Ijaci e Lavras, ora para Marataízes no Espírito Santo. No sítio aprendi a nadar, fazíamos campeonato de tiro ao alvo com espingarda de chumbinho, subíamos nas árvores para saborear as frutas. Em Ijaci na Fazenda Palmital, hoje FAEPE, pegávamos abóboras da plantação para brincar de halloween a noite, enfeitando toda a sala da casa. Na Fazenda da Cachoeirinha em Lavras eram as melhores férias, onde todos os 19 netos se encontravam e faziam muita "arte", desde mergulhar no fundo do córrego para retirar argila para passar nos corpos, até derrubar as bananeiras para fazer jangadas e descer até chegar no Rio Grande. Essas brincadeiras quase faziam enfartar meu avô, pois ele sempre chamava nossa atenção quando apanhávamos fruta no pomar, principalmente quando era época de fazer doces, pois as deixava cair no chão. Montávamos em bezerros e cavalos, construíamos acampamentos cercados de bambú, onde minha avó e tias levavam lanches deliciosos. As vezes fazíamos longas caminhadas pela estrada de terra e atalhos dentro das matas para visitar os vizinhos, ou pelos pastos para ficarmos admirando a vista do alto do morro, era tudo muito lindo e saudável. Quando fui pela primeira vez a praia, voltei correndo do mar e disse: Tia! A água do mar é salgada!
Iniciei meus primeiros anos de ensino em um colégio particular que se chamava Casa do Pinóquio, que mais tarde tornou-se o Instituto São Geraldo. Aos 7 anos fui para o Grupo Escolar Barão de Macaúbas localizado também no bairro da Floresta. Neste estabelecimento de ensino naquela época quando chegávamos na escola tínhamos que ouvir o Hino Nacional e fazer a oração do Pai Nosso todos os dias antes de entrar em sala de aula. No intervalo do recreio adorava tomar sopa e canjica. O percurso para frequentar ambas escolas eram feitos a pé. No final do quarto ano, passei para a Escola Estadual Pedro Aleixo no bairro da Serra, e precisava de fazer o uso de transporte coletivo, um que ligava o bairro da Floresta ao Centro e o outro deste ponto à Serra. Quando terminei o ensino fundamental passei para o Promove. Estas escolas foram marcantes na questão da minha adolescência, pois fiz grandes amizades.
Durante a adolescência nossos prazeres eram andar em trilhas, acampar na Serra do Cipó, fazer caminhadas na Serra do Curral para apreciar a vista de Belo Horizonte e Nova Lima, sempre gostei de estar e sentir a natureza. Cursei a universidade e neste período fiz parte do movimento estudantil.
Fundei em Ijaci um grupo escoteiro, mas que infelizmente por falta de adultos tivemos que encerrar as atividades em 2004. Hoje sou uma pessoa que se preocupa em proteger o meio ambiente de forma sustentável, servir a população e principalmente os jovens levando-os a ter esta consciência. Normalmente no meu tempo livre vejo filmes, faço leituras e visito meus amigos e familiares, e me interessando por cultura e tecnologia, sendo o artesanato meu hobbie preferido.


Me  chamo Gabriela Luiza de Lima Silva, tenho 42 anos  e atualmente trabalho como diarista. Nasci no município de Rosário MG e morei lá 22 anos. O tempo que morei na zona rural do município a cidade tinha em média 300 pessoas, com poucas casas, ruas, pouca estrutura para a população, pouco movimento, as pessoas se locomoviam a pé, poucos tinham bicicleta ou cavalo. Não havia trabalho, vivíamos da colheita das plantações de arroz, feijão, milho e hortaliças. Nós nos alimentávamos do que plantávamos. Morávamos em 4 pessoas numa casa de pau-a-pique, com cobertura de sapé e o chão de terra batida. Éramos uma família humilde e simples. Minha mãe era uma muito trabalhadora e sofria muito, pois, só trabalhava na roça, meus 7 irmãos também ajudavam a trabalhar. Minha madrinha me ajudou muito naquela época que trabalhávamos na lavoura. Brincávamos somente nas tardes de domingo de gangorra de cipó, pique-pega, entre outras brincadeiras daquela época. Também plantávamos e pescávamos na Pedra do Urubu ou Gruta de Santo Antonio, que hoje com construção da Usina Hidrelétrica do Funil no alto do Rio Grande foi tomada pela água.  Na casa dos meus pais até hoje tem uma mina d’ água com mata próxima, a cidade tinha muitas árvores que foram sendo substituídas por casas. Aos 18 anos fui para Lavras MG trabalhar em casa de família, estava com 18 anos e estudei apenas 5 meses, por incentivo de minha madrinha Tereza, pois, antes desse período precisávamos trabalhar e não podíamos estudar, naquela época não existiam leis obrigando os estudos. Com 23 anos me casei e mudei para o município de Ijaci MG. Aqui já tinha mais casas e habitantes, existia um armazém onde fazíamos as compras. Na hora de lazer eu e meu marido pescávamos na “Pedra do Bugil” que hoje com a construção da Usina Hidrelétrica do Funil no alto do Rio Grande perdeu suas matas, vegetações, animais dando lugar a um !mar” de água. Hoje pela falta de alimento de época para os pássaros, esses acabam morrendo com facilidade.  Sempre trabalhei e gostava de ir à casa das minhas tias e dos meus amigos. Gosto de dormir. Hoje sou outra pessoa, posso estudar, ter um bom emprego e incentivar e ajudar meu filho a estudar. Meu interesse atualmente seria montar um salão de cabeleireiro, pois, tenho habilidade para arrumar cabelo ou montar uma mercearia para mim. Hoje tudo é mais fácil, mas  também tudo envolve muitos gastos. 


Me chamo Tamiris Regina Santos Mesquita, tenho 25 anos, nasci em Lavras, mas eu e minha família moramos em Ijaci. Sou pedagoga com especialização em alfabetização e atualmente trabalho como professora efetiva em Bom Sucesso/MG numa turma do 1º período e como professora contratada em Ijaci/MG, atuando na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Turismo.  O município passou por muitas mudanças que observei no decorrer do meu desenvolvimento. Eu, minhas primas e vizinhos brincávamos todos os dias na rua da nossa casa de queimada, pique rouba bandeira, pique-pega, bete, de casinha e muitas outras brincadeiras que muitas vezes hoje não vemos, era maravilhoso. Próximo a casa dos meus pais tinha um local onde se retirava areia, lá tinha água e muita areia, eu gostava demais quando meu pai nos levava para podermos brincar lá, era um lugar com muitas árvores, vegetação, as pessoas podiam nadar, pois, era raso, mas depois com a construção da Usina Hidrelétrica do Funil no alto do Rio Grande mudou muito, o volume da água do rio subiu e alterou toda a paisagem, muitas pessoas tiveram que vender suas “terras”, as árvores e a vegetação foram inundadas pelas águas, os animais da região foram remanejados para outras áreas, áreas verdes deram lugar a muita água. Para a construção de casas, loteamentos e condomínios próximos a água áreas verdes foram acabando, sendo destruídas dando lugar a asfalto, cimento etc. Lembro também do batizado da minha irmã que foi realizado em Macaia, município de Bom Sucesso, para chegar até lá tínhamos que atravessar uma balsa, era divertido. Posteriormente a balsa deu lugar à construção de uma ponte para a passagem das pessoas e depois a construção de outra ponte sobre a água para a passagem de automóveis. Morava com meu pai que trabalha como pedreiro, minha mãe dona de casa e minha irmã que é estudante, mas no mês de agosto me casei, mudei de casa, permanecendo em Ijaci. Gosto de viajar e conhecer outros lugares, de dormir, comer, conversar, sair com os amigos, estudar entre outras atividades. Ao calcular e conhecer a minha pegada ecológica percebo que preciso mudar minha postura, levando o que aprendi para os habitantes do meu município que pensam somente em si e esquecem de pensar no futuro e no bem da cidade. Não temos um serviço de tratamento de água, assim, as pessoas que não são educadas ambientalmente gastam água para lavar carros, calçadas, etc, além disso, a água tem latos níveis de calcário que prejudica a saúde das pessoas. O lixo também acaba sendo um problema, as lixeiras são colocadas na cidade, mas as pessoas acabam destruindo-as e jogam o lixo nas ruas, calçadas etc. Pretendo mudar a minha postura perante o lixo da minha casa, fazendo a separação dos recicláveis. Espero agora com a criação do programa de educação ambiental no município que possamos levar mais informações às pessoas e ajudá-las a se educar perante a questão ambiental, melhorando a comunidade onde vivemos.




Meu nome é Valéria Aparecida Fabri Ribeiro Lucas nascida no dia 17/08/82, 31 anos,casada.Sou formada em Técnico em enfermagem,Ciências Biológicas Licenciatura e Farmácia. Atualmente sou Secretária Municipal de Educação de Ijaci.Nasci em Lavras, mas nunca morei nesta cidade, a vida toda morei em Ijaci.Residência atual também na cidade de Ijaci.Os habitantes de Ijaci eram em torno de mais ou menos 4.000 habitantes e hoje tem em torno de 7.000 contando com os flutuantes e a cidade em si aumentou significadamente tanto em quantidade de casas e como moradores e com a vinda da Camargo Correa a Usina Hidrelétrica do Funil também contribuíram para este crescimento e o desenvolvimento da cidade, com isso os lugares foram mudando para outras regiões .Quando criança minha família morava junto com os meus avós paternos durante o dia íamos para a casa dos meus avós maternos, na casa da Vó Marlene mãe do meu pai era como se fosse um sítio localizado na cidade, a família morara próximo a outros familiares neste local as ruas eram de terra, tinha animais doméstico e também galinhas, porcos, patos,papagaios e muitas árvores com frutas a casa estava mais próxima da irmã do meu avô que também parecia ser sítio.Eu brincava nas gangorras feitas pelo meu avó nas árvores altas, o terreiro era grande, tinha forno de barro para fazer quitandas. No inverno meus avós iam “ panhar” café em outra localidades saiam 05:00 da manhã daí eu e minha família íamos pra casa da vovó Geralda, tinha cachorro e gato o terreiro era pequeno por isso não tinha como criar outros animais a família da minha mãe era de comerciantes trabalhavam com bar e restaurante.Gostava de brincar com as colegas de pique esconde, queimada, bater bola, bonecas, pique rouba bandeira,pique pega,casinha de bonecas,tinha festas típicas e atualmente diminui muito.Perto da minha casa também tinha muitas árvores e lugares com vegetação dentro da cidade hoje este lugar acabou devido ao funcionamento de uma firma que comprou este local.Gosto de interagir com o próximo, tenho facilidade de adaptar com as pessoas e com diferentes tipos de trabalhos. Na minha adolescência nos fazíamos piquenique saiamos para pescar e brincar nas areias próximos a represas pois aqui na minha região tem muita água. Na escola na aula de ciências, reciclávamos latões de lixo , praticávamos o cultivo de plantas e o desenvolvimento pela professora de uma horta escolar que era muito interessante.Espero contribuir com a preservação do meio ambiente e dissipar através do curso, pois temos que trabalhar na recuperação da cobertura vegetal, atuar na conservação da biodiversidade para melhorar o ambiente em que vivemos.No nosso município não tem infra-estrutura de água a Secretaria de Meio Ambiente já está atuando em um projeto de saneamento sendo um avanço em nossa cidade, também a coleta de resíduo sólido e coleta seletiva que está bem adiantada com projetos desta secretaria.Isso levará mais comodidade para os moradores e irá diminuir o impacto com o meio ambiente.Temos que apoiar iniciativas de práticas ambientais sustentáveis e conscientizar dissipando nas escolas,na sociedade, nas empresas com programas de mobilização para estimular a reciclagem e reutilização de materiais.Promover cursos, palestras nas escolas que irão conscientizar e estimular a importância do meio ambiente e destacar a colaboração de cada um na preservação que ira melhorar a qualidade de vida da população.


Meu nome é Natalie de Oliveira Rezende e tenho 29 anos. Nasci em 14 de outubro de 1984 no Estado de São Paulo e ainda criança vim morar na cidade de Ijaci, onde os familiares da minha mãe residiam. Sou filha única, solteira e não tenho filhos. Meus pais são Marilda de Oliveira Rezende e Ismael Teodoro Rezende. Sou formada em Ciências Biológicas Licenciatura e atualmente sou servidora pública e trabalho na Secretaria Municipal de Educação de Ijaci. Não atuo como professora e nem na área que eu mais gosto de minha formação que é de pesquisa, por falta de oportunidades e também pelo fato de eu ter tido que trabalhar para estudar e não conseguiu me agarrar firmemente nas oportunidades, devido a minha falta de horário de disponibilidade. 
Não tenho lembrança do tempo que vivi em São Paulo quando criança, sendo que possuo lembranças apenas a partir do tempo em que vim morar em Ijaci na casa de meus avós maternos onde tinha um quintal enorme, com árvores frutíferas, hortaliças, galinhas e porcos. Minha vida sempre foi simples e sem regalias porém sempre fui muito amada. Estudei em escola pública, na escola Estadual Maurício Zákhia, e me formei na faculdade particular Unilavras. Minha mãe também é funcionária pública e meu pai aposentado, e residimos em uma casa simples e pequena, ideal para uma família pequena como a nossa. Eu e minha família gostamos muito de animais de estimação e em nossa casa possuímos 4 cachorros muito queridos. 
Nosso estilo de vida é simples e sustentável, pois eu adoto esse estilo de vida e exerço essa influência sob meus pais. Procuramos sempre medidas alternativas, não gostamos de desperdício de água e energia. Tenho fortes lembranças da minha infância de quando meus avós iam colher café e, por algumas vezes pude acompanhá-los sendo que foi essa vivência que me fez escolher a minha formação academia atual, pois amava ficar deitada em meio aos pés de café olhando para o céu,sentindo o cheiro de mato e observando os insetos do cafezal. Subia nas árvores e sentia o vento forte do mês de junho e para mim aquilo era lindo e revigorante, pois a natureza é perfeita demais. Tento buscar as opções naturalistas que estão ao meu alcance desde criança, tanto no estilo de vida quanto na alimentação e procuro consumir produtos não industrializados e sustentáveis quando tenho opção. 
Sou muito ativa e gosto de tudo um pouco, desde artesanato a esportes. Meu atual projeto artesanal é uma mesa de centro feita de pneu descartado e corda de cisal e as lembrancinhas do meu casamento que estou fazendo de rolo de papel higiênico que seria descartado, sempre gostei de reciclar. 
Como Ijaci se trata de uma cidade pequena, é de costume conviver diariamente com as mesmas pessoas e isso às vezes se dá pela vida toda. Eu estudei sempre com os mesmos colegas, colegas esses que possuo amizade até hoje em dia. Lembro-me da admiração que tinha pela inteligência e controle que o professor de física, Edmar, possuía e isso sempre me inspirou, pois queria ser inteligente e controlada como ele. A professora de biologia era sempre a mais querida, sempre apresentei facilidade na disciplina o que fazia os outros alunos se aproximarem de mim. Eu sempre tentei aplicar os ensinamentos da aula de Meio Ambiente em minha casa, sempre fui muito dedicada ao meio ambiente. Minha Escola era simples, mas me lembro que durante o meu trajeto pelo segundo grau ela se tornou uma Escola diferente. Por iniciativa da direção da época e com a ajuda de alunos interessados, iniciou-se os trabalho de melhoria da escola, arborizando, pintando fazendo com que hoje em dia, a mesma seja mais arborizada, fresca e agradável. 

Quando adolescente, eu gostava de andar de bicicleta todas as tardes e ir até a “Ponte do Macaia” (atual represa do funil) observar o rio e o entardecer, lembranças essas que causam certa nostalgia porque são coisas que não serão vistas mais, devido o progresso que trouxe a represa do funil e transformou totalmente o lugar. Lembro da minha cidade ainda pacata e com poucos carros, e de quando vieram os primeiros metros de asfalto em algumas ruas porque já sujei muito a roupa de piche e isso não agrada muito minha mãe. Sou de um tempo onde brincar de casinha no fundo da horta com as amiguinhas e fazer bolo de barro era a coisa melhor que existia. Até hoje na casa de meus avós existe o pé de jabuticaba que me rendeu algumas cicatrizes e muita doçura. Em relação à análise da minha pegada ecológica, gostaria pessoalmente de fazer algumas alterações no meu estilo de vida, estilo esse que às vezes é difícil de mudar devido à correria do dia a dia que exige que andemos mais de carro, que gastemos mais energia elétrica e água. É difícil adotar um estilo sustentável assim como é difícil para a natureza repor o que nós gastamos.



Minha Terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá.
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá
Canção do exílio/Gonçalves Dias.

            Olá! Meu nome é Kátia, tenho 30 anos e sou pedagoga. Nasci na cidade de Lavras- MG na década de 80 e lá vivi durante 21 anos. Lavras era uma cidade mais tranquila e melhor de se viver na década de 90. Pois naquela época o trânsito na cidade era tranquilo, com poucos carros e ruas alargadas. Eu podia brincar na rua com meus e minhas colegas e amigos/as vizinhos/as até tarde. Brincávamos de subir em árvores nos quintais de nossas casas e também na rua.
            Lembro que participava da vida em comunidade, nas festas juninas, folias de rei, procisões e demais festas tradicionais e religiosas. Também tinha o carnaval de rua e nos clubes. Minha mãe trabalhava em um hospital, meu pai morava no Espírito Santo, onde era agricultor. Ele plantava abacaxi lá e vendia em Lavras, MG. De meus avós não me lembro muito bem. Minha avó era aposentada, meu avô taxista. Minha avô criava suínos e aves na horta de casa. Na horta também tinham diversas árvores frutíferas, como jabuticabeira, bananeira, goiabeira, mangueira, entre outras. Também tinha hortaliças diversas. As quitandas eram feitas em casa. Naquele tempo não havia muito barulho. As pessoas trabalhavam menos e conversavam mais. Na rua onde morava, as pessoas sentavam no passeio para prosear... Foi um tempo muito bom.  Na minha infância eu brincava de pega-pega, esconde-esconde, bolinha de gude, pião, elástico, dentre outras brincadeiras ao ar livre. 
             Atualmente, Lavras tem aproximadamente 100 mil habitantes e muita coisa mudou. Agora a cidade tem mais carros do que gente. As pessoas vivem correndo e fazem muito barulho com seus aparelhos eletrônicos modernos. Por isso, me mudei para Ijaci, MG, onde moro.  Uma cidade que possui em torno de 5 mil habitantes, que vive da agropecuária e do minério. Ijaci é uma cidade calma, de povo humilde e hospitaleiro. É famosa pela represa do Rio Grande e por seu minério. É possível brincar na rua e caminhar tranquilamente. Quase não tem trânsito.
A comunidade participa pouco de eventos sociais. Mas gostam de festas. Tem a tradicional festa do peão, festas religiosas tradicionais.  Ijaci também é conhecida pela grande fábrica de cimentos que nela se instalou. Com a chegada da fábrica, o fluxo da população flutuante aumentou. Vem muitas pessoas de fora para trabalhar na firma cimenteira...
Hoje, mesmo vivendo em uma cidade mais tranquila, minha vida é agitada. Tenho marido, dois filhos, dois cachorros, dois empregos e estudo. Como costuma dizer Bauman, estamos vivendo tempos líquidos... em tempos medidos na perspectiva de Chronos, ou seja, acelerados, em busca de gozo imediato. E nesta busca nos deparamos com o consumo desenfreado e desnecessário.
Entretanto, analisando a atual conjuntura econômica, podemos refletir e pensar em Kairós, tempo de reflexão... nos damos conta que as mídias querem nos convencer em tempos de Chronos, tempos acelerados, que seus produtos são essenciais para alcançar a felicidade e satisfação. Contudo, podemos viver mais e melhor com menos.
Embora não se pensasse tanto nas questões relativas ao meio ambiente em décadas anteriores, percebemos que a transformação que a sociedade vem sofrendo desde a revolução industrial, tem um custo elevado para os recursos naturais. Fazendo o cálculo da pegada ecológica, em tempos de Kairós, tempos de reflexão, nos vemos diante do impacto que causamos ao mundo em que vivemos. Quem me dera conseguir voltar no tempo da minha avó, no qual se consumia produtos mais saudáveis, andava descalço e subia nas árvores... Tem coisas que não temos como mudar, outras sim. E nossa atitude é uma delas.  Fica o desafio!

Referências:

BAUMAN, Zygmunt. Comunidade: A busca por segurança no mundo atual. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. Ed. 2003. Disponível em: http://books.google.com.br/books?id=ypADihZVRTEC&printsec=frontcover&dq=bauman+comunidade&hl=ptbr&ei=nxC_TOzwCsL58Ab867i7Bg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCUQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false Consultado em 13. Mai. 2014.

Me chamo José Raimundo da Silva, tenho 46 anos e a cinco anos trabalho no ramo da jardinagem. Nasci em Luminárias e sou o filho mais velho de 6 irmãos, morei uns anos em Nepomuceno e atualmente resido em Ijaci. Na minha infância gostava muito de jogar bola estudei até a 3ª série e logo aos 12 anos já comecei a trabalhara e com carteira assinada (era retireiro e lavrador), sentia muita falta da escola, mas, tinha que trabalhar para ajudar minha mãe a sustentar os meus irmãos, pois, meu pai havia se separado de minha mãe. Nós morávamos na zona rural, era um povoado. Eu não tinha muitos amigos e nem passeava, era só trabalhar. Até no final de semana tinha que tirar leite. Me casei com 17 anos e fui morar com minha esposa em uma fazenda onde eu era o encarregado. Depois de um ano tive minha primeira filha. Tive 5 filhos porém minha mulher sofreu 3 abortos. Estou separado a 9 meses. Hoje moro sozinho, minhas filhas estão casadas e tenho 3 netos. Hoje estou de bem com a vida e com a situação controlada. Voltei a estudar, trabalho em uma área que gosto muito, tenho muitos amigos. Hoje dou muito valor aos estudos e gostaria que meus netos tenham realmente infância, coisa que eu não tive. Tudo hoje está mais fácil, mas tenho certeza que com os estudos tudo fica ainda melhor.


Me chamo Izabella de Lourdes Gattini Ribeiro, tenho 26 anos, sou enfermeira, nasci em Lavras- MG, onde moro atualmente. Trabalho em Ijaci na promoção da saúde. Também morei em Três Corações e em São Paulo. Lembro-me durante minha infância das brincadeiras na rua, de pular corda, queimada entre outras, hoje as crianças apenas brincam com seus computadores, telefones, etc. Próximo à casa do meu avô tinha um pasto com cavalo e outros animais, onde podíamos nos divertir muito, era maravilhoso, também que nesse espaço tinha antes uma mina d’água, mas depois da morte do meu avô o terreno foi vendido dando lugar para a construção de casas, Lembro-me dos passeios na roça, onde tinha fogão à lenha com serpentina. Durante meus estudos no colégio CEC Objetivo em Lavras fizemos um trabalho sobre reciclagem, sobre a separação do lixo, foi ótimo, levei o que aprendi para minha casa e todos os meus familiares se envolveram e até hoje fazemos a separação do lixo em nossas casas. Durante o tempo que morei em São Paulo para trabalhar usava ônibus ou metrô depois quando, morei em Três Corações trabalhava na empresa Kerry do Brasil que tinha uma excelente preocupação com o meio ambiente, ela oferecia bicicletas para os seus funcionários poderem ir trabalhar. Atualmente para trabalhar em Ijaci me locomovo de carro, mas estou implantando no meu ambiente de trabalho a separação do lixo, já coloquei as lixeiras, tento sempre que possível não ligar todos os três computadores de uma vez só, busco constantemente melhorar e diminuir o meu impacto no planeta, talvez seja por isso que a minha pegada ecológica teve resultado de 0,9.

Entrevista do Programa UNIVESP TV: Educação brasileira com José Pacheco um dos idealizadores da Escola da Ponte em Portugal

O Programa UNIVESP TV: Educação brasileira entrevistou José Pacheco um dos idealizadores da Escola da Ponte em Portugal que explica o andamento das comunidades de aprendizagem do país. Residente no país há oito anos, o educador participa de vários projetos em parceria com secretarias municipais e estaduais. Segundo ele, há pelo menos cem escolas brasileiras que trabalham sob a influência dos preceitos desenvolvidos na Ponte: alunos escolhem o que e com quem estudar, debruçam-se sobre projetos, convivem integralmente com estudantes de idades diferentes e a sala de aula deixa de existir como ambiente de ensino padronizado. O educador ainda fala que atualmente a educação conta com alunos do século XXI que tem acesso a novas tecnologias, mas temos professores do século XX que pensam que a aula ensina, que mantém carteiras enfileiradas e escola com estrutura do século XIX, que pensam que é possível ensinar a todos como se fossem um só, que valorizam provas, testes, e ficam preocupados com resultados de avaliações externas.
No mesmo programa, Denis Plapler, criador do Portal do Educador e um dos responsáveis pela Rede Nacional de Educação Democrática, fala das discussões do grupo sobre um novo jeito de pensar a escola. Ele faz parte da coordenação do Colégio Viver, em Cotia.
O programa Educação Brasileira contêm entrevistas onde especialistas falam sobre questões ligadas ao atual panorama da educação no Brasil.


Veja a excelente e enriquecedora entrevista completa do professor José Pacheco e Denis Plapler:

http://www.youtube.com/watch?v=rqZp6mYrbO4&list=PL6CFC7D6A0E7535C6&feature=share&index=5


Educadores, gestores, diretores, coordenadores de escolas ou interessados em educação vale a pena assistir.


Por Tamiris Mesquita, professora com especialização em alfabetização.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Conhecendo nossa pegada ecológica

     É importante compreender como vivemos e interagimos no mundo e reconhecermo-nos como parte dele, como agentes que imprimem uma marca determinada por nossa forma de agir e pensar. Tal marca varia de acordo com nossos hábitos e rotinas, desde o local onde moramos e nossas opções de mobilidade até as mobilizações que somos capazes de empreender no nosso entorno.  
      Assim, há uma estreita relação entre o que e como consumimos, como nos alimentamos, e a quantidade de energia que demandamos, essas marcas constituem nossa Pegada Ecológica, termo em português para Ecological Footprint. A metodologia de cálculo da Pegada Ecológica foi criada na década de 1990 por dois norte-americanos,William Rees e Mathis Wackernagel, com o objetivo de avaliar a quantidade de recursos naturais utilizados para sustentar diferentes modos de vida e padrões de produção e consumo no planeta. Às diferentes demandas de diferentes pessoas, povos e grupos sociais correspondem diferentes pegadas. Nesse sentido, quanto maior o impacto produzido pela sociedade analisada, maior será a área atingida pela pegada ecológica.        
    Para se ter uma ideia, a média mundial equivale a uma pegada ecológica de 18 km² de degradação ambiental por pessoa – no extremo inferior temos a Índia, com apenas 0,4 km² por habitante, e no extremo superior os EUA, com a maior pegada do planeta, medindo 51 km² por habitante. O cálculo da pegada ecológica considera alguns pontos importantes como alimentação, bens de consumo, energia, moradia e transporte.
    Após conhecermos sobre a pegada ecológica o curso de Escolas Sustentáveis e COM VIDA da UFLA nos propôs como atividade calcular a nossa pegada ecológica e posteriormente comentar sobre o resultado de nossas pegadas, como podemos melhorá-las, enfim, refletir sobre as diferenças e semelhanças encontradas entre os resultado das pegadas e o porquê desses resultados. Para isso cada aluno escolheu uma cor e coletivamente escrevemos um texto sobre o assunto.  

Adrienne=Marrom Kátia=Vermelho Tamiris=Azul Andreísa=Preto  Natalie=Verde Valéria=Rosa  Gabriela=roxo   Jose Raimundo= verde escuro Izabela= preto sublinhado Elizabeth=azul  Núbia-ouro

Após os cálculos e apesar de algumas divergências nos testes feitos por mim, observei claramente as mudanças que preciso fazer, principalmente no que diz respeito ao transporte. Moro cerca de 700 metros do meu trabalho e faço esse trajeto todos os dias de carro, sempre pensei em mudar de hábito em razão de melhorar a qualidade de vida, fazendo caminhada, já que tenho uma vida sedentária. Agora vejo que além de estar muito acomodada, engordo os índices de emissão de carbono na natureza.
Analisando minha pegada ecológica  percebi que posso minimizar minha pegada ainda mais utilizando no mínimo semanalmente o transporte público, bem como exercer o hábito de caminhar e diminuindo o consume de carne.
A leitura dos materiais indicados (didático e links), bem como o cálculo da pegada, permitiu uma visão dos sujeitos enquanto consumidores, partindo da ótica da pegada ecológica. Pois, foi possível uma reflexão sobre os hábitos e costumes que fomos adquirindo e reproduzindo enquanto sujeitos histórico-culturais, e perceber como viemos ao longo de um período de transformações e de inovações tecnológicas interferindo cada vez mais no ciclo natural do meio ambiente, bem como desmatando e poluindo o planeta.
Essa reflexão de imediato provoca estranhamento, visto que de modo geral, com algumas exceções, não percebemos o quanto consumimos nem a quantidade de recursos naturais que são necessários para manter o estilo de vida de cada indivíduo. Isso se deve em grande parte ao investimento histórico da indústria capitalista que não mede esforços para inovar e vender produtos. E também a cultura do consumo que a mesma impõe à sociedade através dos aparatos culturais. Entre eles destaca-se a mídia que utiliza da imagem, seja impressa ou fílmica para contagiar e ‘conquistar’ o/a consumidor/a.
Segundo informações do WWF a Pegada Ecológica foi criada para nos ajudar a perceber o quanto de recursos da natureza utilizamos para sustentar nosso estilo de vida, o que inclui a cidade e a casa onde moramos, os móveis que temos, as roupas que usamos, o transporte que utilizamos, aquilo que comemos, o que fazemos nas horas de lazer, os produtos que compramos e assim por diante. Portanto, a pegada ecológica calcula os rastros que deixamos na natureza, ela é um indicador do quanto de natureza nos usamos (consumimos) durante nossa vida. Percebi ao calcular a minha pegada com resultado de 1,3 planetas por ano que preciso melhorar no item alimentação, comendo menos carne, melhorando meu hábito alimentar. As pessoas precisam conhecer suas pegadas, pois, os recursos são finitos e devemos aprender a usá-los, consumindo de forma consciente. Precisamos mudar nossos hábitos com relação ao uso da água, energia elétrica, transporte, lixo, alimentação, pois, tudo isso demanda muitos recursos e geram grandes impactos na natureza. Precisamos mudar nossa forma de "caminhar" e usar os recursos do planeta.
 Calculando a minha pegada ecológica, eu pude perceber que acabo consumindo muitas vaquinhas, que consomem hectares bem maiores que o necessário. Acabo assim eu, ocupando o espaço de outro, já que a minha pegada deu 2.4 e o meu maior excesso foi na área de alimentos, seguido dos bens consumidos que foi com grande diferença! Acho que mudanças são muito difíceis, porém necessárias! Entendi que mesmo consumindo menos nas outras áreas, posso reduzir um pouco em alguns outros itens também, como por exemplo: diminuir no uso do automóvel, procurar separar lixo para reciclagem, evitar desperdícios...e outros!!! Entendo que se eu continuar deixando essas marcas no planeta, e todos resolverem seguir o mesmo exemplo, teríamos que ter um planeta extra pra conseguirmos tantos recursos!
Em relação a minha pegada ecológica, confesso que saber que seria necessário a regeneração de 1.3 planetas por ano para sustentar meu estilo de vida me assustou. Vejo que mesmo fazendo o possível para economizar e não poluir e não é o bastante e o tenho noção do quanto isso é ínfimo diante de outras atividades que eu exerço que causam um enorme impacto. Agora tenho noção de que tenho que melhorar minha alimentação, porque carne, leite, ovos e derivados, fazem com que minha pegada pessoal seja elevada e me fez refletir se isso é realmente necessidade ou com consumismo. A modernidade tem grande influência sobre nosso modo de viver, porque tudo mudou desde o modo de se vestir como alimentação. Hoje em dia existe uma apelação maior para produtos com proteína de origem animal e nos fazem esquecer alternativas menos impactantes, como alimentos com proteínas de origem vegetal. Os meios de transporte individual se tornaram mais acessíveis, fazendo com que as pessoas desinteressassem em transporte coletivo. O acúmulo de atividades diárias em busca de uma melhor qualidade de vida financeira, fez com que as pessoas deixassem de andar a pé por falta de tempo ou até mesmo cansaço sofrido pela intensa vida cotidiana. Para diminuir meu impacto no mundo, pretendo deixar de comer carne pelo menos em uma refeição diária e, quando possível, fazer algumas atividades a pé, como por exemplo, ir a academia, ao mercado e alguma vez na semana ir ao trabalho a pé, diminuindo assim minha pegada ecológica.
O que me chamou atenção é que o maior gerador de consumo da minha pegada se deu devido  ao esforço  produzido pela natureza para manter o meu estilo de vida determinando maior gasto na alimentação isto significa que está gerando um grande desperdício, agora tenho a noção de que este é um fator relevante para poupar a natureza na produção desses. Tenho que aderir o habito de diminuir o consumo de alguns alimentos de origem animal como a carne, leite dentre outros, assim ira diminuir o meu impacto no meio ambiente. Fazer atividades diárias indo a pé e também o gasto de energia precisa ser melhorado no meu estilo de vida, por exemplo: desligar tomadas quando não estiver utilizando eletrodoméstico e eletrônico, diminuir o tempo de banho para que a minha pegada contribua de fato para a sustentabilidade.
 Analisando a minha pegada ecológica com resultado de 1,5 planetas por ano percebi que tenho que melhorar na alimentação, comendo menos carne. Achei muito interessante as questões do questionário, pois, precisamos aprender a consumir menos, gastando somente o necessário, não exagerando. Precisamos melhorar na coleta do lixo  inserindo a coleta seletiva, eu separo o lixo reciclável em casa e no serviço mas o lixo é recolhido tudo junto, também separo o lixo orgânico e deixo curtir para usar como esterco na plantação de mandioca, quiabo e outros alimentos. As pessoas precisam aprender a mudar seus hábitos para diminuirmos o nosso impacto no planeta.
 Analisando a minha pegada ecológica com resultado de 1,5 planetas por ano percebi que tenho que melhorar no item da alimentação, consumindo menos produtos de origem animal, no item transporte também preciso melhorar mas, é um pouco difícil pois preciso me locomover de moto para realizar  o meu trabalho, mas vou tentar andar um pouco mais a pé. Foi muito interessante aprender sobre o que é a pegada ecológica, conhecer a minha pegada ecológica para aprender a consumir menos e melhorar o meu modo de viver no mundo.
 O conceito de pegada ecológica estudado neste capítulo mostra a necessidade de repensarmos em nossas ações como consumidores natos de uma sociedade capitalista. Considerei esta atividade como um alerta para refletirmos melhor sobre o que realmente precisamos e o que consumimos como forma de conforto. Precisamos entender que somos visitas no Planeta Terra e que o meio ambiente é o nosso anfitrião, e ele pede socorro, pois estamos cada vez mias exigentes e incapazes de colaborar. Minha pegada foi de 0,9,  um ponto favorável para repensar em minhas ações e buscar cada vez mais uma melhor qualidade de vida. 
Calculando a minha pegada ecológica concordo com minhas colegas cursista. Estou consumindo muito além do que preciso. O resultado de minha pegada ecológica foi 2.7 hectares globais. A maior área de minha pegada foi alimentos. Senti que preciso mudar e consumir menos carne e mais peixe e ovos. Sendo assim, analisando minha pegada ecológica no total percebo que tenho que mudar meu estilo de vida para que minha pegada ecológica possa ser igual ou menor a média do Brasil que é 2.1.
 Ao analisar o cálculo da minha pegada pude perceber que tenho muito o que melhorar para que ela se torne mais suave e não prejudique tanto o meio ambiente. Buscando maior comodidade acabamos por consumir produtos sem necessidade, vejo que tenho que modificar hábitos do meu cotidiano, principalmente no quesito alimentação , que foi o que fez com que minha pegada deixasse marcas profundas.  Preciso hoje de 1,2 planetas, logo tenho por obrigação fazer algo que faça a diferença,  pois, como disse a colega estamos aqui de passagem e precisamos deixar para outro um planeta sustentável.

Calcule você também a sua pegada ecológica no site (http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/page/calculators/), escolha o Brasil pra fazer o teste em português.
Mais informações sobre o assunto você também pode encontrar no site http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/especiais/pegada_ecologica/o_que_e_pegada_ecologica/

 / ©: WWF-Brasil

Formatação feita por Tamiris Regina S. Mesquita, professora com especialização em Alfabetização.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Realizada a audiência pública do Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social para o Plano Municipal de Saneamento Básico - PEAMSS

No dia 16 de Abril de 2014 às 19:00 horas foi realizada na Câmara Municipal de Ijaci a audiência pública do Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social para o Plano Municipal de Saneamento Básico  - PEAMSS. 
Este programa de intervenção tem como objetivo a promoção de uma cultura socioambiental, que desperte os cidadãos e cidadãs para os problemas socioambientais a sua volta.  Assim, a partir de uma série de ações como apitaço, blitz educativa, campanha cidade sem lixo é cidade feliz, criação do Jornal Verde, criação de hortas nas escolas, criação do núcleo de educação ambiental, criação do museu do lixo, formação de agentes mirins multiplicadores dentre diversas outras ações envolvendo as Escolas Municipais, Estadual, APAE, CRAS e todos munícipes, pretendemos levar a população um maior entendimento sobre as boas práticas para o uso da água potável, descarte dos resíduos sólidos, inserindo a população nas discussões sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico e destacando o compromisso ambiental como responsabilidade social. O programa  tem base na Lei 12.305 de 02 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos,  onde cada município tem o dever de consolidar ações referentes a qualidade de vida e qualidade ambiental, identificando quais as áreas prioritárias ao planejamento ambiental, proporcionando desta forma, melhor qualidade de vida para a população. 





quarta-feira, 23 de abril de 2014

Semana da Água

Dando início à implantação do Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social para o Plano Municipal de Saneamento Básico, a Prefeitura Municipal de Ijaci, através das Secretarias de Educação, Meio Ambiente e Saúde realizaram nos dias 20 e 22 de março a comemoração ao Dia Mundial da Água. Nestes dias toda a população recebeu informações sobre a preservação da água, reutilização do lixo e prevenção a dengue.
As ações se iniciaram na manhã do dia 20 de março com a "Blitz Educativa", onde foram entregues panfletos, "lixocar" e mudas de plantas frutíferas. Em seguida, na Praça da Matriz foi a vez da premiação no campeonato de redação entre as crianças matriculadas no 5º ano das Escolas Municipais Padre Emílio e Maria Luiza, cuja temática se relacionou com água, lixo e dengue. As crianças também se mobilizaram para recolher garrafas Pet e entregá-las para reciclagem.
Na manhã do dia 22 de março, houve o encerramento das ações com a Rua de Lazer proporcionada pelo CONSEPI – Conselho Comunitário de Segurança Pública de Ijaci, que desta vez contou com a equipe de Vigilância em Saúde e da Secretaria de Meio Ambiente, que atuaram na promoção da saúde e prevenção ao acúmulo de lixo nas ruas através do "APITAÇO" contra o lixo e a dengue!
Os eventos contaram com a parceria das empresas Consórcio AHE Funil e InterCement S.A., e Polícia Militar. Foi um sucesso! Todos se envolveram na mobilização da população e na promoção da educação para as crianças da cidade.
A criatividade e o voluntariado também foram de grande valor nestas ações! Conquistar parcerias é uma grande satisfação, novos caminhos se abrem quando as ações se voltam para o mesmo objetivo, a garantia da qualidade de vida do ser humano!
Além dessas atividades e com a parceria da ALECI – Associação de Apoio ao Lazer, Esporte e Cultura de Ijaci, Rotary Clube de Lavras e SINDSMI – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ijaci foram distribuídos canecas aos servidores, com o objetivo de possibilitar uma mudança de comportamento na formação de uma consciência crítica para a adoção de atitudes sustentáveis.
Finalizando a semana da água, no dia 28 de março a professora Alessandra Bueno, do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras, ministrou uma palestra dialogada para os alunos e alunas da Escola Estadual Maurício Zákhia, na qual o tema principal foi a Água. A professora contextualizou a água do planeta, os recursos hídricos, o ciclo da água, a fauna e flora, bem como as demais espécies que também sobrevivem da água. Também foram expostas as formas de utilização da água da forma consciente.
Posteriormente, a professora expôs alguns animais aquáticos e marinhos para que os estudantes pudessem manusear e ter contato. Finalizando, a professora doou uma coleção desses animais para a escola, com o propósito de auxiliarem nas pesquisas de ciências e biologia. Vale salientar que a professora contou com o apoio de sua aluna auxiliar, Letícia Aparecida de Oliveira, a qual temos orgulho de dizer que é ex-aluna da Escola Estadual Maurício Zákhia.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Histórico da escola


No dia 28/02/1998 o Prefeito Antônio Alvarenga Vilas Boas municipalizou as turmas de 1ª a 4ª séries da Escola Estadual Maurício Zákhia, com o nome de Escola Municipal do Ensino Fundamental. Ainda no seu mandato a Escola recebeu denominação de Escola Municipal Padre Emílio Luiz Lunkes de Educação Infantil e 1ª a 4ª séries do Ensino  Fundamental.
Atualmente funciona em dois prédios, sendo, um na Rua João Francisco Lopes, SN, onde atende a educação infantil sendo, 76 alunos da creche e 144 alunos da pré-escola e o outro na Rua Vigilato Vilas Boas, 222, onde atende ao ensino fundamental (1º ao 5º ano com 404 alunos), conta também com um turma de EJA e como pólo nos cursos do Pronatec. Conta atualmente com  104 servidores, atendendo a  um total de 624 alunos da zona rural e  urbana do município.
A escola tem como missão garantir uma aprendizagem de qualidade, atendendo as necessidades educacionais voltadas para o desenvolvimento de uma formação continuada dos educandos e dos educadores tendo um monitoramento sistematizado e buscando parcerias internas e externas, formando cidadãos plenos e atuantes.
Para isso, a escola conta com o apoio de profissionais preparados e constantemente capacitados. Oferece aos alunos aulas de informática extra-turno, conta com professores recuperadores e professores de inclusão, nutricionista, professores de inglês e de educação física.
A escola possui também o Centro de Integração Educacional um espaço destinado para apresentações, cursos, palestras e etc que atende também a comunidade em geral.
    Telefone - (35) 3843-1281
    S. R. E a qual pertence: São João Del Rei    E-mail: empellunkes@gmail.com.br
   Secretária de Educação Atual: Valéria Aparecida Fabri Ribeiro Lucas    
   Diretora Atual: Silmara Aparecida Moreti Campos    
   Coordenadoras: Cleusa das Dores Oliveira Vilas  Boas
                                Elaine Vilas Boas
                                Sônia Maria de Souza
Turnos de funcionamento: matutino, vespertino e noturno. 








I Encontro Presencial do Curso Escolas Sustentáveis e COM-VIDA/ Ufla

No dia 12 de Abril os professores, alguns alunos do EJA, mãe de aluno da Escola Municipal Padre Emílio Luiz Lunkes participaram juntamente com a Secretária da Educação e Secretária do Meio Ambiente de Ijaci do I Encontro Presencial do Curso de Escolas Sustentáveis e COM-VIDA oferecido pela Universidade Federal de Lavras-Ufla. 
O curso visa a formação de atores multiplicadores, nas escolas de educação básica da rede pública municipal e, ou estadual, para a temática da sustentabilidade humana e ambiental, com carga horária de 120 horas, distribuídas em 4 módulos, na modalidade a distância (EAD), por meio do sistema da Universidade Aberta do Brasil – UAB.
A Escola Estadual Maurício Zákhia também participará desse curso.
O curso vem de encontro aos anseios dos elaboradores do Programa de Educação Ambiental e Mobilização Social para o Plano de Saneamento Básico no município de Ijaci, que está em fase de aprovação, em sua elaboração vimos o edital como uma forma de engajar as escolas de forma mais pontual, ou seja, capacitando-as, e ainda o fator "coletivo".